Desdolarização: Como a desdolarização pode afetar o Brasil e sua economia?
Sabe quando você vai ao supermercado e toma um susto com o preço do óleo, do café ou da carne? Ou quando planeja uma viagem, olha o preço das passagens e pensa: “Desisto, vou viajar no ano que vem”? Na maioria das vezes, o grande culpado por esses sustos diários atende por um nome bem conhecido: o dólar.
Mas você já parou para pensar por que uma nota de papel verde, impressa por um governo do outro lado do mundo, manda tanto no preço do pão que você compra na esquina da sua casa? E mais importante: o que aconteceria se o mundo resolvesse, de repente, deixar essa nota verde de lado?
Esse movimento de “deixar o dólar de lado” tem nome. Chama-se desdolarização. O assunto, que antes ficava restrito a salas fechadas de universidades e reuniões de presidentes, virou o centro das atenções da economia mundial. Liderado por um grupo de países chamados BRICS (do qual o Brasil faz parte), esse plano quer mudar as regras do jogo e diminuir o poder absoluto que os Estados Unidos têm sobre o dinheiro do planeta.
Se você acha que isso é apenas uma briga de gigantes que não muda nada na sua vida, prepare-se. A desdolarização pode mudar o valor do seu salário, o rendimento da sua poupança e o futuro do emprego no Brasil. Vamos entender, sem complicações ou termos técnicos difíceis, como essa engrenagem funciona e por que ela está girando mais rápido agora.
Como o dólar se tornou a moeda dominante do planeta
Para entender por que os países querem tirar o dólar do trono, primeiro precisamos entender como ele subiu até lá. E essa história parece o roteiro de um filme de estratégia.
Tudo começou em 1944, no finalzinho da Segunda Guerra Mundial. Representantes de 44 países se reuniram em um hotel na cidade de Bretton Woods, nos Estados Unidos. A Europa estava destruída pelas bombas, a Ásia estava devastada e quase todo mundo estava quebrado. A única grande potência que saiu da guerra com as fábricas inteiras e os cofres cheios de ouro foram os Estados Unidos.
Naquela época, o dinheiro de verdade era o ouro. Mas carregar barras de ouro para pagar navios cheios de mercadorias era perigoso e nada prático. Foi aí que os americanos fizeram uma proposta irrecusável: “Olha, nós temos muito ouro guardado. Que tal se todo mundo usar o meu dólar para o comércio internacional? Eu garanto que, quem quiser, pode vir aqui e trocar cada 35 dólares por uma onça de ouro de verdade”.
Todo mundo aceitou. O sistema financeiro internacional ganhou uma âncora, e o dólar virou a moeda oficial do mundo. O problema é que, nos anos seguintes, os Estados Unidos gastaram demais com guerras (como a do Vietnã) e programas internos. Eles começaram a imprimir muito mais notas de dólares do que tinham de ouro nos cofres.
Em 1971, quando os outros países perceberam a jogada e quiseram trocar seus dólares por ouro, o presidente americano Richard Nixon deu um “cheque em branco” no mundo: ele simplesmente avisou que, a partir daquele dia, o dólar não valia mais ouro. O dólar valeria apenas com base na “confiança” no governo americano.
A jogada de mestre: O Petrodólar
Muitos acharam que o império do dólar ia desmoronar ali, mas os americanos tiraram outra carta da manga. Eles fizeram um acordo com a Arábia Saudita e outros grandes produtores de petróleo: os EUA dariam armas e proteção militar e, em troca, esses países só venderiam seu petróleo se o pagamento fosse feito em dólares.
Como toda indústria, carro, navio e avião do planeta precisa de petróleo para funcionar, todo país do mundo se viu obrigado a fazer a mesma coisa: vender suas coisas para conseguir dólares, só para poder comprar o combustível que move suas economias. Essa dinâmica criou a hegemonia do dólar.
Isso deu aos Estados Unidos o que os economistas chamam de “privilégio exorbitante”. Se o Brasil precisa de dólares, nós temos que trabalhar duro, produzir toneladas de soja e minério de ferro e vender para o exterior. Se os Estados Unidos precisam de dinheiro, eles só precisam ligar as impressoras da casa da moeda. O resto do mundo aceita esse papel de bom grado porque precisa dele para sobreviver no comércio global.
O que é desdolarização
Apesar do nome comprido e pomposo, a desdolarização é um conceito simples: é o ato de colocar em prática o velho ditado popular que diz que “você nunca deve colocar todos os ovos na mesma cesta”.
Imagine que você e todos os seus vizinhos dependem de um único banco no bairro para fazer qualquer pagamento. Se o dono desse banco não gostar de você, ele pode bloquear sua conta e você não consegue comprar comida, pagar a luz ou receber seu salário. A desdolarização é o movimento dos vizinhos para criar novas formas de pagamento, usar o dinheiro de cada um ou até trocar mercadorias diretamente, sem precisar passar pelo balcão daquele banco centralizado.
No dia a dia das nações, a desdolarização acontece de três formas principais:
- Usando moedas locais: Quando o Brasil vende carne para a China, em vez de o comprador chinês converter o dinheiro dele em dólar para pagar o produtor brasileiro (que depois converte de volta para Real), a transação é feita diretamente em Reais ou em Yuans (a moeda da China).
- Diversificando as reservas: Os Bancos Centrais de todos os países guardam uma espécie de “poupança de emergência” para proteger a economia contra crises. Antigamente, quase 80% dessa poupança mundial era feita de títulos da dívida americana (que são como promessas de pagamento em dólar). Hoje, os países estão vendendo esses papéis e comprando outras moedas ou, principalmente, ouro físico.
- Criando novos sistemas de pagamento: Para mandar dinheiro de um país para o outro, os bancos usam um sistema de mensagens chamado SWIFT. Quem controla as chaves desse sistema? Os Estados Unidos e seus aliados europeus. Países focados na desdolarização estão criando seus próprios “aplicativos de mensagem financeira” para não depender do SWIFT.

Por que os BRICS querem reduzir a dependência do dólar
O grupo dos BRICS — que começou com Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, e recentemente ganhou o reforço de novos parceiros de peso, como a entrada oficial da Indonésia — transformou a desdolarização em uma meta de sobrevivência. Mas por que esse desejo ganhou tanta força ultimamente?
A resposta curta e direta é: medo e segurança.
Durante décadas, o dólar foi visto como uma ferramenta neutra, algo que todo mundo usava porque era conveniente. Mas o mundo mudou drasticamente em 2022, quando começou a guerra entre a Rússia e a Ucrânia. Para punir o governo russo, os Estados Unidos e a Europa fizeram algo inédito: eles “trancaram” a conta poupança da Rússia que estava guardada no exterior. Foram cerca de 300 bilhões de dólares em reservas internacionais que sumiram das mãos dos russos com o clique de um botão. Além disso, os bancos da Rússia foram expulsos do sistema SWIFT.
Quando os outros países do mundo, especialmente a China e as nações do Sul Global, viram isso acontecer, o queixo de todo mundo caiu. O sinal de alerta acendeu na cabeça de vários presidentes: “Espera um pouco. Se os Estados Unidos brigarem comigo amanhã por qualquer motivo político, eles podem congelar o meu dinheiro e quebrar o meu país também?”.
A partir daquele momento, a busca por autonomia financeira deixou de ser um plano econômico de longo prazo e virou uma emergência geopolítica. A pesquisadora Maria Eduarda Américo Cordeiro, em seus estudos sobre o tema, ressalta que essa “transformação do dólar em arma política” acelerou a busca por alternativas multilaterais. Os países perceberam que a dependência total de uma única moeda soberana dá aos Estados Unidos o poder de decidir quem pode e quem não pode participar do comércio internacional.
China, Rússia e a nova disputa econômica global
Dentro desse grande tabuleiro de xadrez, a China e a Rússia são os jogadores mais agressivos no ataque ao dólar, mas por motivos um pouco diferentes.
A Rússia, como foi praticamente expulsa do circuito ocidental de dinheiro, não teve escolha. Ela precisava continuar vendendo seu petróleo e gás para manter o país funcionando. A solução foi fechar as portas para o dólar e abrir as janelas para as moedas locais. Hoje, quase todo o comércio da Rússia com a Índia e com a China é feito em Rublos, Yuans e Rúpias. Foi uma mudança à força, mas que provou ao mundo que é possível sobreviver fora da órbita de Washington.
Já a China joga um jogo de longo prazo. Ela é a segunda maior economia do mundo e a maior exportadora do planeta. Os chineses sabem que, se quiserem ser vistos como a superpotência do futuro, eles não podem depender da moeda do seu maior rival econômico, os Estados Unidos.
As tensões entre Washington e Pequim só aumentam. Existe uma verdadeira guerra comercial de tarifas e restrições tecnológicas (como a disputa pela fabricação dos microchips mais avançados do mundo). Diante desse cenário de disputa pela liderança da economia mundial, a China usa o seu tamanho para convencer outros países a fecharem negócios usando o Yuan. É a construção de uma multipolaridade econômica, onde o poder está dividido entre vários centros, e não concentrado em um único país.
A desdolarização pode realmente acabar com o dólar?
Com tantas notícias sobre os países abandonando a moeda americana, é fácil pensar que o dólar está prestes a falir e virar poeira. Mas fique tranquilo: isso não vai acontecer tão cedo. Uma coisa é querer reduzir a dependência do dólar; outra bem diferente é conseguir substituí-lo por completo.
O dólar tem defesas muito fortes que foram construídas ao longo de 80 anos. Ele se beneficia do chamado “efeito de rede”. Sabe por que quase todo mundo usa o WhatsApp, mesmo existindo outros aplicativos ótimos? Porque todos os seus amigos, familiares e clientes estão lá. Com o dólar é a mesma coisa. Uma empresa alemã que quer comprar café do Vietnã usa o dólar porque ambos sabem exatamente quanto aquela moeda vale e conseguem trocá-la em qualquer esquina do planeta instantaneamente.
Além disso, o mercado financeiro dos Estados Unidos é gigantesco, transparente e tem regras muito claras (o que os economistas chamam de segurança jurídica). Se um investidor internacional tem bilhões de dólares sobrando, ele pode comprar títulos do Tesouro americano sabendo que poderá resgatar esse dinheiro com juros a qualquer momento, sem surpresas.
Os BRICS enfrentam barreiras internas imensas para criar um substituto à altura do dólar:
- Diferenças Gigantescas: Como criar uma moeda única para países tão diferentes quanto o Brasil, a Índia e a China? Cada um tem uma inflação diferente, juros diferentes e problemas diferentes.
- Rivalidades Internas: A Índia e a China não são exatamente melhores amigas; elas disputam fronteiras territoriais e liderança regional. Os indianos morrem de medo de apoiar um sistema que acabe dando superpoderes para a moeda chinesa.
- Controle da China: O Yuan chinês não é livre. O governo de Pequim controla rigidamente quem pode entrar e sair com dinheiro do país para evitar crises internas. E os grandes investidores do mundo detestam colocar dinheiro em um lugar de onde não podem tirá-lo livremente quando bem entenderem.
Portanto, o mais provável é que o dólar continue sendo o rei do pedaço por muito tempo, mas agora dividindo espaço no trono com outros participantes.
Como a desdolarização pode afetar o Brasil
Chegamos à pergunta de um milhão de dólares (ou de reais): o que nós, brasileiros, temos a ver com tudo isso?
O Brasil está em uma posição muito interessante. Nós somos grandes parceiros comerciais tanto dos Estados Unidos quanto da China. Nossa diplomacia tradicionalmente prefere o pragmatismo: não queremos comprar briga com ninguém, queremos vender para todo mundo.
Os economistas Matheus Sampaio e Henrique Oliveira publicaram um estudo muito esclarecedor analisando o comércio do Brasil com os outros fundadores dos BRICS de 2009 até recentemente. Eles descobriram que, no chão de fábrica e na mesa dos exportadores reais, o dólar ainda reina porque é mais prático e barato. Mudar para uma moeda local envolve custos de transação (taxas que os bancos cobram para converter moedas que não têm tanta circulação), além de ser difícil encontrar seguros de câmbio eficientes para proteger as empresas se o Real ou o Yuan oscilarem demais de um dia para o outro.
Apesar disso, o Brasil vem abrindo caminhos importantes no front institucional. Como explicam os pesquisadores Thaís Araripe, Luiza Peruffo e André Moreira Cunha, durante as discussões internacionais do bloco, o Brasil tem defendido que os países criem alternativas financeiras para não ficarem vulneráveis às decisões isoladas do Banco Central americano (o Fed). Se o Fed resolve aumentar os juros lá nos Estados Unidos, o dinheiro do mundo inteiro foge para lá, o dólar sobe aqui no Brasil e a nossa inflação dispara. Ter alternativas nos protege desses solavancos.
O Papel do Banco dos BRICS
Um exemplo prático dessa mudança é o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o famoso “Banco dos BRICS”, que tem sede em Xangai e é comandado pela ex-presidente Dilma Rousseff. Conforme apontam as analistas Giovanna Cassa e Naiane Cossul, o NDB assumiu o compromisso de fazer pelo menos 30% dos seus empréstimos usando as moedas dos próprios países membros, em vez de dólares.
Para o Brasil, isso é maravilhoso. Significa que o governo ou uma grande empresa pode pegar um empréstimo para construir uma linha de metrô ou uma usina de energia solar e pagar as parcelas em Reais. No passado, muitos países em desenvolvimento quebraram porque pegaram empréstimos em dólares e, quando a moeda americana subiu, a dívida virou uma bola de neve impagável.
Para visualizar melhor o cenário brasileiro, veja o resumo das vantagens e dos desafios dessa transição:
| Área Econômica | O que o Brasil Ganha (Oportunidades) | Onde o Brasil Precisa Ter Cuidado (Riscos) |
| Venda de Produtos (Exportação) | Podemos fechar contratos direto com a China em Real/Yuan, reduzindo taxas bancárias americanas. | Risco de ficar dependente demais das regras da China, que é o nosso maior comprador. |
| Dinheiro Guardado (Reservas) | Ao comprar ouro e outras moedas, o Brasil protege seu patrimônio contra sanções dos EUA. | O ouro e outras moedas menores não têm a mesma facilidade de venda rápida que o dólar. |
| Financiamentos | Conseguimos empréstimos no Banco dos BRICS em nossa própria moeda, sem medo de o dólar disparar. | Processos mais demorados e burocráticos para a liberação do dinheiro no início. |
| Preço do Dólar no Brasil | Se o comércio global precisar de menos dólares, o valor da moeda americana por aqui tende a se estabilizar. | Pressão política internacional para o Brasil escolher um “lado” entre os EUA e a China. |
Impactos para investidores e economia mundial
Se as engrenagens da economia global estão mudando, a forma como as pessoas cuidam do próprio dinheiro também precisa mudar. O maior impacto visível dessa transição nos últimos tempos tem sido a impressionante valorização do ouro.
Como os governos do mundo todo perceberam que dinheiro digital guardado em bancos estrangeiros pode ser bloqueado, a corrida para comprar ouro físico disparou. O ouro é o ativo de segurança máximo: ele não depende de nenhum governo, não pode ser “desligado” por sanções e mantém seu valor há milhares de anos. Essa demanda gigantesca fez o preço do ouro quebrar recordes históricos consecutivos.

Para quem investe, o recado desse novo mundo é a diversificação. Se antes bastava comprar ações e colocar uma parte do dinheiro em dólares para dormir tranquilo, hoje o cenário exige mais inteligência. É preciso equilibrar a carteira com ativos reais (como fundos imobiliários ou ações de empresas sólidas que produzem coisas de verdade, como alimentos e energia) e guardar uma pequena parcela de proteção em ouro, protegendo o patrimônio contra surtos de inflação global provocados por essas disputas comerciais.
Conclusão
A desdolarização não é uma chave que será desligada de uma hora para a outra, provocando o fim do mundo financeiro como o conhecemos. Ela funciona mais como uma lenta erosão. O império do dólar não vai cair amanhã, mas as paredes desse castelo já não são tão indestrutíveis quanto pareciam há algumas décadas.
O que estamos assistindo ao vivo é o nascimento de um mundo financeiro mais dividido e com mais opções. Para o cidadão comum, isso significa que precisamos ficar mais atentos ao cenário internacional. Para o Brasil, o grande segredo será jogar o “jogo do meio campo”: aproveitar os financiamentos e o comércio em moedas locais oferecidos pelos BRICS, mas sem fechar as portas para a liquidez e a segurança que o mercado americano ainda oferece. Afinal, em um mundo de incertezas econômicas, ganha quem sabe conversar e fazer negócios com todos os lados da mesa.
Perguntas Frequentes (FAQ)
1. O dólar vai deixar de existir ou vai perder todo o valor por causa disso?
Não. O dólar não vai acabar e nem vai virar poeira. A desdolarização significa apenas que ele vai deixar de ser a única opção usada no mundo. Ele vai continuar sendo uma moeda fortíssima e muito importante, mas precisará dividir espaço com outras moedas no comércio internacional.
2. Os BRICS vão criar uma moeda própria para a população usar no comércio?
Não há planos para isso. Criar uma moeda física única (como o Euro) é extremamente difícil e exigiria que o Brasil, a China e a Índia seguissem as mesmas leis de gastos e juros, o que nenhum deles quer fazer. O que os BRICS estão fazendo é criar sistemas de computador que ajudam os países a comprarem e venderem entre si usando suas próprias moedas atuais (como o Real e o Yuan), sem precisar do intermediário americano.
3. Por que os países começaram a fugir do dólar com tanta pressa ultimamente?
O grande estalo aconteceu em 2022, quando os Estados Unidos e a Europa “congelaram” o dinheiro que a Rússia tinha guardado em bancos internacionais devido à guerra na Ucrânia. Outros países do mundo pensaram: “Se os EUA fizerem isso comigo amanhã, meu país quebra”. A busca por outras moedas virou uma questão de segurança para não sofrer sanções econômicas.
4. Eu, que sou um cidadão comum, preciso correr para comprar outra moeda ou ouro?
Não precisa se desesperar. Para o trabalhador e consumidor comum no Brasil, o foco principal deve continuar sendo a proteção contra a inflação interna. No entanto, se você tem investimentos maiores, os especialistas sugerem diversificar suas aplicações. Ter uma parte do patrimônio em ativos reais (como imóveis ou boas ações) e uma pequena parcela em ouro pode ajudar a proteger suas economias contra os altos e baixos do cenário internacional.
5. Se o Brasil usar menos dólares, as coisas vão ficar mais baratas por aqui?
Depende. Se o Brasil conseguir comprar insumos e fertilizantes da China ou da Rússia usando moedas locais de forma mais barata e rápida, os custos de produção agrícola podem cair, o que ajuda a segurar o preço dos alimentos no supermercado. Por outro lado, a maior parte das coisas que importamos ainda é cotada em dólares, então a nossa inflação ainda vai depender bastante da saúde da economia americana por um bom tempo.
Referências Bibliográficas (Fontes Consultadas):
- CORDEIRO, Maria Eduarda Américo. A Supremacia do Dólar e o Movimento de Desdolarização dos BRICS: Impactos Globais e Alternativas para um Sistema Financeiro Multipolar. (Estudo focado na transformação da moeda americana em instrumento de pressão política).
- SAMPAIO, Matheus de Souza Rodrigues; OLIVEIRA, Henrique Campos de. Análise da Adoção de Moedas Locais no Comércio de Bens do Brasil com os Demais Membros Fundadores do BRICS: 2009-2024. (Análise empírica que revela os desafios e custos operacionais de empresas brasileiras ao tentarem fugir do padrão dólar).
- CASSA, Giovanna Bertoli; COSSUL, Naiane Inez. Desdolarização Liderada pelo Sul Global: O Papel do BRICS na Contestação da Arquitetura Financeira Internacional. (Pesquisa focada na estratégia do Novo Banco de Desenvolvimento em descentralizar o crédito global).
- ARARIPE, Thaís; PERUFFO, Luiza; CUNHA, André Moreira. O BRICS e a Agenda de Desdolarização: Avanços e Desafios na Presidência do Brasil. (Discussão institucional sobre o papel de liderança e os dilemas diplomáticos do governo brasileiro perante o bloco).

Leonardo Dias é economista formado desde 2004, servidor público desde 2012 e pesquisador de temas relacionados à economia, finanças públicas e concursos de Tribunais de Contas.
